Antigamente as pessoas sonhavam em  criar seus filhos nos EUA. Hoje sonham em ter o parto aqui também (principalmente casais brasileiros). Os motivos são simples de entender. E o principal é a dupla cidadania que, espera-se, abrirá as portas no futuro. Tanto para o filho quanto para os pais!!

Parto nos EUA: nicho

A quantidade de mães que tem vindo para Miami fazer parto é grande. Tanto que empresas especializadas nesse serviço estão se proliferando. As agências organizam tudo. O trabalho começa com ajuda na documentação, por exemplo. Depois existe o acompanhamento pré e pós-parto. Algumas, inclusive, auxiliam com os documentos da criança, que já recebe o passaporte americano assim que nasce.

Os valores cobrados a estrangeiras geralmente costumam ser os mesmos oferecidos às americanas na rede privada e variam dependendo do tipo de parto e do hospital.

Uma dessas empresas, a  “Ser Mamãe em Miami” oferece serviços médicos obstétricos e pediátricos a gestantes de todo o mundo. Comandada pelo médico brasileiro Wladimir Lorentz, a clínica atende, desde 2015, brasileiras e outras estrangeiras de alto nível financeiro.

A “Ser mãe em Miami” oferece três pacotes de partos: o natural sai por $10.802 dólares. A cesárea, $13.040 dólares. Se os bebês forem gêmeos ou mais o preço é avaliado em consulta. Todos os planos incluem atendimento pré e pós-natal, até três dias de “internação hospitalar em suíte VIP” e exames básicos para a mãe e o bebê.

O público homossexual masculino também tem atenção especial .  A “Ser Papai em Miami” é uma cooperativa de clínicas composta por profissionais que falam português, espanhol e inglês e que visa o serviço de “barriga de aluguel”.

O médico pediatra Wladimir Lorentz, diretor do programa, em reportagem publicada pelo Estadão, em abril desse ano, explicou o serviço. “A clínica teve início alguns meses atrás, como uma tangente do projeto Ser Mamãe em Miami, para dar uma atenção especial a casais homoafetivos masculinos, os quais encontram o maior nível de dificuldade com as legislações do Brasil”.